A luta por um lugar ao sol do desenvolvimento econômico na Turquia, Índia e China (no Brasil não)

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Paulo Gala e Fausto Oliveira

Longe de se conformarem com vantagens comparativas (“invista no que você é forte”), os três países vêm formando companhias industriais de maior sofisticação para competir no MMA da globalização. A turca Murat é um exemplo: saiu de ser uma empresa cortadora de perfis de alumínio e PVC para se tornar fabricante de máquinas de corte de alumínio e PVC. Saiu da concorrência perfeita onde todos perdem para a arena principal. Subiu a escada tecnológica rumo as maquinas e a diferenciação de produto na busca por poder de mercado e lucros de monopólio

Também na Turquia, a Hidromek já começa a incomodar o oligopólio de máquinas de infraestrutura no mundo. Sua rede de distribuição já é bem internacionalizada.

As indianas Mahindra e Tata Group, campeãs internacionais multiproduto, são fortes em veículos, motores e outros bens industriais. As compras públicas são um ponto comum nos casos destes três emergentes em luta. O caso mais notável é o do projeto Belt and Road Initiative, com o qual a China quer reconfigurar o comércio mundial.

O Belt/Road coloca uma demanda presente e futura muito significativa por máquinas de infraestrutura fabricadas por empresas públicas e privadas chinesas, como a XCMG e a Sany.



Estas, por sua vez, se internacionalizam com muita força. O que mostra a conexão entre emergentes, infraestrutura, compras públicas e empresas industriais nacionais. Este cluster vira presença mundial. Abaixo a fábrica da XCMG em Pouso Alegre, MG.

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