UMA REVOLUÇÃO MUITO BEM VINDA

  • por

                                                                           Paulo Francisco Munhoz Ferraz*

Sempre imaginei que o grande desafio da política é diminuir as desigualdades regionais e sociais no país. Fomentar os segmentos econômicos, de modo que eles sejam importantes de maneira mais equilibrada possível, é a chave para um espaço em que as pessoas tenham renda, com real poder de compra, e qualidade de vida, tendo atendidas suas dimensões de saúde, educação, segurança e sustentabilidade ambiental.

Na equação de uma sociedade mais igualitária, a agricultura tem um peso fundamental, especialmente se ela tiver equilíbrio entre os grandes, médios e pequenos produtores. Estou pensando num tipo ideal, e para isso o crédito precisa ser acessível a todos. É o primeiro passo.

O Senado aprovou no dia 10 de fevereiro o texto-base do projeto de lei revolucionário para esse fim. Ele cria os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais, o Fiagro. Que é um instrumento para o setor agropecuário captar dinheiro no mercado de capitais.

O grande lance desse projeto, para mim o espírito da lei, é que vai gerar crédito a juros módicos para o agricultor, mas também vai propiciar uma renda bem maior que a poupança para o cidadão comum, ou seja, nós que buscamos segurança e ganhos justos em nossos investimentos.

O senador Carlos Fávaro, que foi o relator da proposta, acredita que o Fiagro vai captar até R$ 1 bilhão em seis meses. É um valor que vai ser injetado na economia, a partir da agricultura, se multiplicando por outros setores, como todo ciclo econômico saudável.

É o que entendo ser um “catching up” do pequeno investidor e também do pequeno produtor. Uma reviravolta, afinal hoje não conseguimos ter muitas opções além da poupança, que sabemos nos dar uma renda muito baixa e, por outro lado, os produtores rurais têm dificuldades em conseguir créditos a juros baixos.

Em outras palavras, vivemos uma grande contradição, e o Fiagro parece estar nascendo como um pensamento moderno para diminuir esse abismo, pagando renda maior para quem investir no Fundo, e cobrando juros menor para o agricultor que buscar esse crédito

* Paulo Francisco Munhoz Ferraz é bacharel em direito.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *